terça-feira, 28 de agosto de 2012

BRANDING em pílulas


Ainda há quem olhe para uma marca como o rótulo colado na embalagem, a logomarca na fachada da empresa ou o packshot no comercial da tv. Mas, acredite, esses não terão sucesso por muito mais tempo. 

Uma marca é a per
cepção que os consumidores têm sobre seu produto, seu serviço, sua empresa. Para a formação dessa percepção, não é apenas a propaganda, o design de produto ou a identidade gráfica que contribuem, mas sim tudo o que seja um ponto de contato entre a marca e o cliente. Tudo. O que inclui o atendimento de pós-venda e também as novas formas de se relacionar com seus consumidores pelas redes sociais. Não faz mais sentido uma empresa que é maravilhosa falando com o público externo e péssima com seus colaboradores e fornecedores.



Tudo que sua Marca faz ou comunica tem a ver com Branding. O que é ‘tudo’?

A forma como seus funcionários se vestem, a sua linguagem, a decoração de suas lojas, a sede de sua empresa, o seu celular, a página de seu site, o que andam dizendo da marca nos blogs, a sua foto na internet, a apresentação de seus produtos no ponto de venda, seu perfil nas redes sociais, a trilha so
nora do elevador de sua empresa, o tecido do sofá na sala de espera.. é muita coisa e tudo isso conta na formação da percepção que seus consumidores têm de sua marca.

Você pode não ligar, deixar pra lá, confiar só nos comerciais de tv, mas não é isso que as grandes marcas estão fazendo. Tudo depende da dimensão que você quer para o seu negócio: pequeno, médio, ou global.



segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Olimpíadas: Pelas medalhas ou pelo esporte?

Place Branding

Nas últimas semanas, todos os olhos estavam voltados para Londres. Assim como as edições anteriores das olimpíadas, os jogos deste ano foram marcados por cerimônias elaboradas, novos recordes e organização.

Um evento desse porte, com transmissão global de televisão, é uma importante ferramenta de divulgação da cultura de um país - suas capacidades, pontos turísticos, e hospitalidade. Por muitos anos, essa imagem positiva, pujante e bonita, ficará na memória de centenas de milhões de pessoas mundo afora.

Tudo isso, e não apenas o fluxo turístico obtido durante o evento, são fatores que remuneram aqueles que sediam os grandes eventos. A isso dá-se o nome de Place Branding – traduzindo, a criação da Marca de um determinado lugar.

Esse ano, os britânicos comprovaram que a imagem bonita que exibiam não era só da boca para fora. É esperado que os donos da casa se sobressaiam no quadro geral - isso ratifica aquela imagem positiva que as pessoas têm sobre o país – e eles não fizeram por menos: dentro da competição, ganharam 65 medalhas (17 a mais do que em Pequim - 2008) e terminaram em 3º lugar no ranking.

São essas as reais razões para um país gastar tanto dinheiro para promover eventos da magnitude dos Jogos Olímpicos. Além dos ganhos externos – com turismo, publicidade, etc -  soma-se, principalmente, o interno: o esporte é uma importantíssima via para se educar um povo. E educação deveria ser prioridade número zero no Brasil.   




O Brasil nas olimpíadas

Neste ano, nosso país investiu 100 milhões de reais a mais na competição. Trata-se de um crescimento de 44% em relação aos jogos de Pequim. E mais investimento é (ou deveria ser) igual a mais retorno, certo? Certo - na teoria. Na prática, não foi bem isso o que aconteceu. O Brasil, próxima nação a sediar as olimpíadas, foi o 22º colocado no quadro geral em Londres. Teve apenas duas medalhas a mais do que nos jogos anteriores e chegou a menos disputas de finais: foram 35 este ano, contra 41 na China. Um desempenho vergonhoso para quem tem a 5a maior população e a 6a maior economia do planeta.

E o que diz o Comitê Olímpico Brasileiro a respeito disso? Para o ilustríssimo presidente , “dinheiro não compra medalha”. Parece piada.





O que esperar de 2016?

Para 2016, a meta estipulada pelo COB é posicionar o Brasil entre os top 10 colocados, e conquistar pelo menos trinta medalhas. Sem dúvida bons resultados são essenciais, mas o sucesso de uma olimpíada não é medido apenas por enfeites dourados pendurados no pescoço. O número de medalhas só tem valor se refletir uma mudança de postura do país em relação ao esporte de maneira geral. 

Um evento como as olimpíadas pode ser ótimo para o país do ponto de vista dos negócios, mas vai além: Serve (ou deveria servir) para mostrar que o esporte é um caminho para a educação, para a integração social de um povo. E, principalmente, que é algo para todos - independente de idade, classe ou cor.


Não basta construir grandes arenas, ginásios, e piscinas exuberantes. De nada adianta largá-los como sucata passadas as festas. Essas construções devem ser símbolos de uma nova mentalidade física e esportiva do país; devem ser benefícios permanentes para  melhorar a qualidade de vida de seus cidadãos. Se isso vier com medalhas junto, ótimo. Senão, mais vale centenas de jovens praticando esportes todos os dias do que quinze ou vinte deles com um pedaço de metal na mão.

A política de esporte, assim como a educação como um todo, necessita de uma completa revolução no Brasil - de dirigentes, de estratégia e de inovação.

Que venha 2016, e que façamos bonito.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

BRANDING em pílulas

Qual a relevância do branding para o seu negócio?
O branding é a parte ‘visível’ de seu negócio. Se sua marca não for constantemente trabalhada, seu negócio vai ser perdido de vista por seus consumidores – e isso nunca é bom. E, se antes você sabia onde encontra-los, hoje, na era das novas tecnologias, você não sabe. Ou, ainda que saiba, não consegue alcançar a todos eles.
Os consumidores já não estão mais só na tv, no rádio, na mídia impressa, ou no ponto de venda: estão por todos os lados. No celular, nos aplicativos, no e-mail, no chat, nos blogs, no YouTube, no Facebook, no Twitter e em outros milhares de pequenos e grandes sites.  E é fácil se perder nesse labirinto.





Se é o consumidor quem manda, seu negócio tem de agradar a ele. Mas até simplesmente agradar está mais problemático:  Já não basta ter um bom produto (seu concorrente também tem ou vai ter), bom preço (seu concorrente também tem ou vai ter), ou boa distribuição (seu concorrente também tem ou vai ter). Para o consumidor escolher o seu produto, ele vai ter de gostar não só do que vê, mas também do que sente e pensa sobre ele. O ‘ver’ evoluiu para ‘envolver’. 












quinta-feira, 5 de julho de 2012

CORINTHIANS : o case de branding mais bem sucedido da história do Brasil.


Publicitários da agência de publicidade Saatchi & Saatchi desenvolveram o conceito das ‘love marks‘, que para muitos se transformou em ‘love brands’, que é uma forma simplificada da publicidade ver e se defender do Branding como forma de Administração da Empresa.

Ser ‘love brand’ é uma condição necessária para fazer branding, mas não suficiente. O branding vai muito além disso.

É fácil entender, quando analisamos a Indústria do Futebol. Clubes que disputam esse mercado são uma ‘love brand', pois atendem a dois quesitos: 1) uma enorme paixão por um símbolo e 2) uma massa de pessoas consideráveis que tem essa paixão. 

Daí a saber usar essa força em favor de resultados, que é o que de fato significa branding, há uma enorme distância. Quais resultados? Administração engajada com o sucesso da Marca, Aumento do faturamento da Marca para ter capacidade de investimento, Formação de quadros profissionais que levem a ideologia da Marca no coração e Performance pra chegar aos títulos. Tudo isso é retro alimentador: + gente, + paixão, + faturamento, + investimento e + resultados.

Não é preciso ser nenhum gênio, para entender que foi nesse ciclo de crescimento virtuoso que o Corinthians entrou. Leia as matérias, ouça os analistas e você vai ver que todos explicam a conquista da Libertadores pelo clube com base na maturidade do time, na competência do Tite, na sorte de campeão, etc etc.

Foi tudo isso, multiplicado por muito mais. O multiplicador é um espírito, um ambiente, uma essência e valores que emanaram da Marca Corinthians pelo simples fato que mudou a conduta de quem administrou tudo isso. De quem soube encarar os valores reais e positivos da ‘love brand’ Corinthians e transmitir para todos os pontos de contatos com todos os stakeholders. Traduzindo: branding.


Parabéns ao Corinthians pela conquista histórica dessa Libertadores. Vitória mais do que merecida dentro de campo, construída a partir da mentalidade e capacidade visionária de alguns de seus dirigentes. Consciente ou inconscientemente, não importa.

Para mim Emerson, foi o nome do jogo. Tite, o do campeonato. E meu amigo Luis Paulo Rosenberg, o nome do Corinthians.



ps.: veja aqui um post sobre a performance economica e financeira do Corinthians. não há Marca de sucesso sem administração competente.

sexta-feira, 29 de junho de 2012

Baixada Santista: uma revolução!














Há muito venho acumulando informações sobre uma questão importante: o impressionante crescimento que a Baixada Santista vai ter nessa década. Na semana passada a FOLHA fez uma boa matéria sobre o assunto, o que fechou meu raciocínio sobre o assunto.

Vamos aos fatos: O investimento previsto na região será superior a R$ 22 bilhões , liderados pela expansão do porto de Santos, importante via de exportação do país e a chegada da base da Petrobrás para o pré-sal. Tudo isso tem o potencial de fazer uma revolução na região..

A Baixada tem 1,6 milhão de habitantes e vai crescer 25% em apenas 8 anos, chegando a 2 milhões de habitantes. 400 mil pessoas pode parecer pouco, mas significa, por exemplo, dobrar a população do município de Santos.

Importante lembrar que esse crescimento populacional vai se dar especialmente entre pessoas das Classes A, B e C. A Petrobrás está em plena construção de seu edifício sede, no centro velho da cidade de Santos, que terá 2.200 funcionários de alto nível de consumo. É o início da revitalização do centro velho da cidade. E o começo do boom do pré-sal.

Uma prova dessa vitalidade é o mercado de imóveis na Baixada. Os valores cresceram 30% apenas em 2011. A oferta dos imóveis que custam mais de R$ 500 mil foi a que obteve maior sucesso. Não se acha mais apartamentos pra comprar de frente para o mar.

Esses dados revelam o lado positivo do crescimento, certamente acompanhado de graves questões de infraestrutura, como saúde, saneamento, habitação popular e transporte.

Claro que essa nova situação trará alguns problemas de logística. Especialmente nas áreas de transporte, saneamento, educação e saúde. O Estado vai ter que se fazer presente, para que isso se torne progresso e não um crescimento desordenado. Outro enfoque que deve ser estudado é o impacto dessas mudanças na Baixada para o residente da Grande São Paulo que usam ou passam pela região para atingir seu turismo/lazer de final de semana. Os custos vão encarecer muito, impactando fortemente a classe média e o trânsito nas estradas que servem a região vai voltar a ser caótico permanentemente.

Certamente o segmento de FRANQUIAS vai ter um grande progresso na região. A franquia é a forma mais rápida e democrática de importar "Marcas" para uma região, que transmitam a sensação de que as pessoas continuam vivendo em grandes centros. Essa área vai proliferar bastante nessa nova Baixada e abrindo um mundo de novas oportunidades para empreendedores do local e forrasteiros que chegarão a região.

segunda-feira, 25 de junho de 2012

Branding da Euro 2012, Olimpíadas e Copa 2014.

LOGO PARA EVENTOS ESPORTIVOS MUNDIAIS
por FERNANDA GROTTERA,
Designer e Consultora de Branding da BRANDIA CENTRAL do BRASIL



A identidade visual de um evento esportivo mundial como as Olimpíadas ou Copa do Mundo tem como objetivo promover o torneio através de um símbolo facilmente reconhecido por todos. Este símbolo deve também trazer em seu conceito algo que lembre o país anfitrião e deve ser consistente para uso em variadas aplicações e materiais de todos os tamanhos, desde os pequenos ingressos aos enormes banners ou mesmo as transmissões digitais.

As 4 marcas mais atuais sobre este tema tem seus pontos positivos, pontos negativos, gostos pessoais, interpretações… Enfim, o que esta rolando por aí neste tema:

EURO 2012 / POLÔNIA E UCRÂNIA - Brandia Central
 O Logo é uma flor, representando uma bola como a flor prncipal e e, as outras na coloração da bandeira dos países anfitriões. Este logo foi criado após um trabalho de pesquisa dos designers da Brandia in loco na região da Polônia e Ucrânia, lá eles estudaram a fundo e, se inspiraram na tradicional arte de fazer flores artesanais de papel representando a flauna e flora da região, chamada ‘wycinanka’. Esta arte cria uma identidade cultural entre esses 2 países e foi a referência usada nesta identidade visual. Unido a este conceito foi criado uma paleta cromática com as cores mais populares utilizadas nessas regiões. O resultado é uma simbologia que representa 2 diferentes países unidos pela sua arte e tradição para sediar um dos eventos esportivos mais importantes da Europa.
Algumas interpretações sobre este logo foram: all cock and balls… is it a cauliflower Mario Bross, Mushroom and Luigi, after 3 tabs of acid. The type looks nice though... Too disneysh... Mas, no geral a identidade visual foi muito bem recebida e parabenizada por todos os envolvidos no evento e espectadores.

Saiba mais: http://euro2012logodesign.com/

| identidade visual EURO2012

 
| ‘wycinanka’ artesanato da região da Polônia e Ucrânica

  | ‘wycinanka’ flores artesanais representando flora e fauna da região


| representação gráfica dos países participantes


| ‘representação gráfica dos estádios participantes



| histórico de logos da EUROCOPA

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COPA 2014 / BRASIL - autor desconhecido
Este logo foi encomendado pela FIFA, que descumprindo acordo com a ADG ( associação de designers gráficos do Brasil) de que seria um job para fazerem em conjunto, fez um concurso onde celebridades julgaram e escolheram o melhor logo na opinião deles, sem critério técnico. O autor do logo permanece desconhecido até hoje.
O Resultado é que para a Copa do Mundo no Brasil em 2014, temos um logo esteticamente mal resolvido em termos de proporção, fontes, escala e sem absolutamente nenhuma referência a cultura do país. Se não há representatividade cultural, não tem significado. O logo é vazio de conceito abrindo espaço para interpretações esdrúxulas como: é o país do rouba rouba onde todos metem a mão inclusive a FIFA, é uma pessoa envergonhada chorando com a mão no rosto, é a foto de um medium recebendo espírito…
Na construção de uma identidade visual para um evento dessa proporção… “Não é só designer que deve aparecer. Aparece estilista de uniformes, aparece a publicidade. E o designer deveria coordenar essas coisas. Não é só fazer a marquinha. É um complexo muito maior. Uma coisa muito profissional que aqui no Brasil não tem essa cultura. Então ganham as agências de publicidade, que estão destruindo todas as marcas." Alexander Wollner

  | histórico de logos da COPA DO MUNDO

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|  logo OLIMPÍADAS LONDON 2012


“O logo se trata de algo extremamente novo e diferente do convencional, que deverá durar por mais 5 anos e que acima de tudo pretende se comunicar com o público jovem.“ sr. Sebastian Coe em 2007,
presidente do comitê organizador da Olimpíadas 2012
 
OLIMPÍADAS 2012 / Londres - Wolff Olins
Este logo, feito por uma das maiores agências de Branding do mundo – Wolff Olins, foi alvo de muitos comentários. O logo tem uma forma abstrata de escrever 2012 representando os cinco continentes, o ser humano e suas cnco extremidades, os cinco valores do parlamento Inglês. Essa forma gerou muita polêmica, inclusive foram colhidas quase 50mil assinaturas exigindo que o logo fosse refeito. As razões para acusações eram as interpretações: É um quebra-cabeça sem solução; É como Tetris, sob o efeito de drogas; É uma suástica nazista para crianças.
" Eu, como designer e espectadora das olimpíadas, sou fã deste logo e todas suas possibilidades de aplicação em diversas utilizações. Pois eu acho que eles inovaram, criaram, coloriram, enlouqueceram, utilizaram o logo de forma negativa, de forma positiva, grande pequeno, enorme enfim, arrasaram. Penso que os ingleses são muito visionários. Tive a oportunidade de estudar Design Gráfico por 6 meses na London College of Communication e lá senti a inovação dos ingleses no dia-a-dia, eles não deixam a estética prevalecer, vão a fundo no problema, permeiam as possibilidades de soluções e quando encontram, defendem o conceito até o final – verbal e taticamente, vide as imagens de utilização de logo abaixo." Fernanda Grottera, designer
 











 
| histórico dos logos olímpicos. Veja como LONDON 2012 inovou.
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OLIMPÍADAS 2016 / RIO DE JANEIRO - Tátil Design
139 agências de publicidade e design disputaram o concurso que escolheu a marca para as Olimpíadas 2016. A vencedora foi a Tátil Design.
“O Rio, em si, é uma escultura e as pessoas vivem dentro dela.”  Fred Gelli – criador da logomarca e diretor de criação da agência Tátil Design.
Este logo dá a ideia de três pessoas, com as cores da bandeira nacional, se abraçando e formando o Pão de Açúcar. Bacana, bonito, orgânico, leve como o Rio... Cores alegres. Mas, esperadas… Assim como o logo, brando, nada muito inovador, lugar comum. E, por isso deu espaço a muitas critícas de plágio inspiração após detectarem semelhanças com o quadro ‘O abraço’  de Matisse e o Logo de uma Fundação Americana entre outros. O criador, porém, negou qualquer ponta de plágio no processo de criação daquela que será a cara dos Jogos Olímpicos no Brasil. Mas, "por se tratar de um símbolo universal (pessoas se abrançando), a possibilidade de gerar polêmica era grande." É exatamente este símbolo universal e não ter nenhuma identidade cultural explícita com o Brasil que deixa este logo com gosto de quero mais, quero ver mais, quero ver o logo desenvolvido, a identidade visual, possibilidades de cores, aplicações...  
Saiba Mais: http://youtu.be/UdmgHnqxyBo 

 
| logo olimpíadas 2016, seus sketches e desenvolvimento
 



| Símbolo Universal levou este logo a ser alvo de muitas acusações de plágio.
 
 | histórico dos logos olímpicos. Veja como LONDON 2012 inovou nas cores e estrutura do logo. E, o Brasil voltou atrás.

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