A vida inspira o mundo dos negócios a criar ações
e estratégias que impactam cada vez mais o
cotidiano das pessoas e o futuro das marcas.
Isso exige reflexão e debate.
A realidade da educação brasileira é tão dramática que é surpreendente que seja tão relegada a segundo plano nos debates da sociedade. Além da questão da ÉTICA, que outro tema há mais importante para se debater numa campanha presidencial? E a Educação segue apenas sendo apenas mais um item, dos vários que não estão sendo debatidos.
Estava lendo uma ótima matéria do Estadão sobre a Síntese dos Indicadores Sociais, do IBGE, onde fica claro que os avanços econômicos que a sociedade obteve com o fim da inflação e um aceleramento no processo de distribuição de renda, estão muito longe de chegar ao campo da Educação. Veja rápidos indícios:
> Praticamente todos as criancas de 6 a 14 anos frequentam a Escola, mas por apenas 5,8 anos. Quando são necessários 8 apenas para acabar o Ensino Médio.
> Nos últimos 10 anos o avanço na educação brasileira foi tímido. Essa média de 5,8 anos de escola era 5 anos 10 anos atrás.
> Mesmo com aumento 55% no acesso de adolescentes ao ensino médio, metade dos jovens de 15 a 17 anos não conseguiu chegar a esse nível de escolaridade.
> Entre aqueles que conseguiram completar ao Ensino Médio, mais de um terço para de estudar ali.
É um funil escandalosamente fechado. Nossos líderes deveriam estar apontando caminhos e soluções. A melhora do cenário econômico que tivemos nessa década é paliativa. O crescimento sustentado necessitará de uma população com outro padrão educacional.
Essa é a única porta para o futuro: REVOLUÇÃO NA EDUCAÇÃO, já!
O mundo dos negócios terá ótimas lembranças do último ano dessa década. 2010 terá um índice de crescimento na faixa de 7%, inflação controlada e uma perspectiva de uma nova década com crescimento sustentado e relevante.
E a maior de todas as datas promocionais, o Natal, será uma despedida de arrebentar corações. Veja a coleção de fatores que estarão conjugados para o último trimestre, que resultará no maior consumo de toda história da economia brasileira:
Uma das mais altas taxas de emprego da história (IBGE). O crescimento do emprego formal é de 4,5% sobre o ano passado.
Aumento do salário médio real está estimado em 4,9% (IPEA)
O índice de confiança e otimismo do consumidor atingiu o ponto mais alto desde 2001(IBOPE)
Só 3% da indústria brasileira acreditam em piora nos resultados (FGV)
Aumento significativo de contratação de trabalhos temporários, especialmente de segmentos não ativos economicamente (aposentados e estudantes)
A oferta de crédito crescerá de R$ 14 bilhões no período Set-Dez/2009 para R$ 18 billhões no mesmo período de 2010. 28% a mais.
A massa de recursos gerado pelo 13o. salário desse ano é 9,15% superior do que 2009
Somando tudo isso, o IPEA calcula que o Natal desse ano terá R$ 106,8 bilhões injetados na economia. 12,2% a mais que 2009. É verdade que a referência do ano passado foi maculada pela crise econômica global. Mas mesmo assim, é crescimento padrão chinês.
Diante de dados tão fortes e objetivos como esses, me surpreendo todo dia com as análises da mídia e de amigos que estão de boca aberta com a provável vitória da candidata situacionista na eleição presidencial. Em qualquer país do mundo, mesmo naqueles onde o nível cultural e de informação é muito mais alto que o nosso, um governo que tivesse um presente de Natal desse pra oferecer a população, elegeria seu sucessor.
É muito legal acordar e ler uma matéria num jornal importante (Brasil Econômico), que uma jornalista importante (Lélia Chacon) fala de um produto que você está lançando e fazendo uma ótima avaliação.
Dê uma olhada na matéria: www.mandebemnoenem.blogspot.com http://migre.me/16Upv
Depois de ter postado sobre o projeto de e-learning Mande Bem no Enem (veja abaixo), que visa a atualização do Ensino Médio para a aqueles jovens que vão prestar aos exames, muitos leitores e amigos me perguntaram como são as aulas. Nosso curso oferece 42 vídeos de 15 minutos, em média, divididos pelos temas do Enem. A isso se soma o conteúdo dos livros, os simulados oferecidos e uma série de links da internet ligados ao tema.
Melhor do que explicar é você ver. Aqui está um resumo da aula sobre MEIOS DE COMUNICAÇÃO. Clique aqui
A Streamer, minha nova empresa, tem como primeiro projeto um curso e-learning dirigido para 4,5 milhões de alunos que prestarão o ENEM nos dias 6 e 7 de novembro. ‘Acreditar na inovação como forma de melhorar a educação’ é uma missão perseguida diariamente por toda equipe que concebeu e produziu o MandeBemnoEnem.com. Sua principal meta consiste em entregar ao estudante um ambiente de aprendizagem no qual ele possa atualizar tudo aquilo que aprendeu durante o Ensino Médio, e, assim, preparar-se para obter melhores resultados no exame.
Criamos todo o projeto pedagógico e a formatação desse site, pensando em conjugar ao limite as modernas técnicas de EAD (Ensino a Distância), a riqueza oferecida pela internet e ao perfeito entendimento da filosofia proposta pelo novo ENEM. Toda a didática criada pela equipe de professores do MandeBemnoEnem.com tem como objetivo atualizar o aprendizado do aluno, dentro do conceito de transdisciplinaridade que será exigido nessa prova.
A Equipe Mande Bem é formada por profissionais e pedagogos experientes e também professores jovens, que falam a língua do aluno. A estrutura do curso é composta por 42 vídeo-aulas que podem ser acessadas a qualquer dia ou hora, todas criadas com base no jeito ENEM de pensar. Aqui você encontrará as aulas divididas não pelas matérias tradicionais, mas de acordo com os agrupamentos de disciplinas propostos pelo ENEM. Então as aulas de Matemática, Geografia, História serão apresentadas por meio de 5 grupos de conhecimento: Natureza, Números, Letras, Comunicação e Cultura. Um jeito novo de ver as coisas do Ensino, que considera as relações entre as diversas áreas do conhecimento.
Tudo isso dentro da realidade que mais atrai aquele que vai prestar o ENEM: o mundo web. O curso aproveita cada recurso da internet para trazer o conhecimento mais perto do estudante. São filmes, exercícios, simulados e muitos, muitos links de vídeos, textos, músicas e idéias que tem tudo a ver com o que caiu nos últimos exames do ENEM.
Além disso, outro fator essencial é a absoluta flexibilidade para estudar. No MandeBemnoEnem.com o estudante se prepara para o ENEM definindo quando e onde quer estudar decidindo, assim, o ritmo da sua atualização.
Esta iniciativa é o nosso primeiro passo na direção de uma educação nova, adequada às exigências de um mundo em constante transformação e à linguagem de quem aprende e quer maneiras criativas e inteligentes para trocar e absorver conhecimento.
NOVA EMPRESA. Depois de 40 anos de publicidade, 22 como empresário, estou abrindo uma nova empresa. Nada tem a ver com a publicidade. Virei cliente! Quem convive comigo já me ouviu dizer: na 2a. metade da vida, quero fazer algo diferente. E fiz. A coincidência é que tenho outros 4 sócios. Tudo indica que serei tão feliz com eles, quanto fui com os anteriores.
A Streamer é uma empresa que vai atuar em projetos de e-learning. A Web TV é uma revolução dentro da revolução. Veja o nosso site.
É sempre bom lembrar, que um copo vazio está cheio de ar. Nunca esqueço esse poema que virou uma música maravilhosa do gênio Gilberto Gil.
A queda de audiência do Times é o meio copo cheio ou o meio copo vazio. Veja a matéria enviada por um colega de twitter: @JP_JorgeTimes cobra acesso e audiência despenca 66% http://migre.me/Y8ij
Minha crença é que Times está com meio copo cheio.
O dia 1º de julho de 2010 já entrou para a história da internet. E o responsável por isto tem nome forte na história da mídia: Rupert Murdoch.
Ele foi o responsável pela mais ousada iniciativa de conteúdo pago na web tentada até agora. Por sua ordem expressa, o Times fechará o acesso ao site. Quem quiser ver o www.thetimes.co.uk que pague, a partir de agora, 1 libra por dia ou 2 por semana. O valor de uma xícara de café, como bem disse o John Witherow, editor do The Sunday Times, que também pretende adotar tal medida.
O ato promete muita polêmica. Mas é inevitável. Alguém precisa pagar o custo da descoberta, do talento, da interpretação, enfim ... o direito autoral. O conteúdo de inteligência e autoria que a internet veicula gratuitamente está sendo custeado pelas empresas que produzem de fato esse material, através da contabilidade do jornais, revistas ou TVs. Mas a despesa existe.
A mídia tradicional está ficando com o ônus (de pagar para criar e produzir o conteúdo) e perdendo o bônus (está vendo migrar parte da sua audiência e dos seus anunciantes para internet).
Nesse sentido é emblemático a recente vitória que a Justiça deu a Rede Globo, não permitindo que o UOL passe os vídeos da Copa do Mundo, direito comprado pela emissora de TV. Pode menos ainda usar esse material para vender publicidade. Meus colegas de twitter vão falar super mal da Globo. Mas estão errado e pensando pequeno. A Globo pagou pra ter esse direito. Caro. Se alguém quiser retransmitir, vai ter que negociar com ela. Se ninguém pagar, fica a organização com a vantagem de usar isso com exclusividade no G1. Assim é o mundo dos negócios.
Voltando ao caso do Times, que é uma questão mais avançada, Murdoch já havia erguido um muro em torno do site desde maio, quando passou a obrigar os visitantes a se cadastrarem, ainda que gratuitamente, para acessar o conteúdo completo. Só essa mudança teria provocado queda de pelo menos 50% no tráfego.
É importante entendermos que, neste caso, Murdoch não está usando o fechamento do conteúdo online para estimular as vendas do impresso. Ele está realmente investindo num novo produto e num novo modelo de negócio.
Por enquanto, tudo está em teste, para o Times ou para qualquer outro veículo que se embrenhe por este caminho. Mas novas formas de se obter receita devem ser testadas, até que se ache uma solução - que certamente não virá por inércia. Remunerar aquele que investiga a notícia ou a quem a cria é fundamental. Afinal, se ninguém pagar por isso, vamos empobrecer sobremaneira a qualidade e a criatividade do material de tudo aquilo que chamamos de 'mass media'. Seja tradicional, seja online.
A E.Life, empresa brasileira de inteligência de mercado em redes sociais, fez um levantamento curioso. Entre os dias 01 e 15 de junho monitorou o buzz gerado no Twitter sobre a Copa do Mundo na África do Sul. A idéia, era mensurar o poder do "boca a boca” online. O resultado foi surpreendente.
Neste periodo, foram aproximadamente 69.445 tweets em português que atingiram potencialmente cerca de 98,7 milhões de usuários do microblog. O dobro da população da África do Sul. Os retuítes encaminhados neste período somaram mais de 15.340, número que representa o fantástico engajamento dos usuários nesta grande feira virtual de informações.
A combinação Copa do Mundo e Twitter esta sendo um sucesso. E tal empolgação gerou um fenômeno: o #calabocagalvao. A expressão mais falada em mesas de bares e em rodinhas entre amigos durante os jogos ganhou o mundo graças o poderoso Twitter, atingindo os Trending Topics mundiais da rede social. E permanece em destaque até hoje.
Tudo começou, na quinta-feira (10), e, depois de alcançar os Trending Topics mundiais, os usuários que não entendiam português perguntavam o que significava a expressão. Dai é claro que, que só de malandragem, as respostas mais non senses foram criadas. Inventaram, em inglês, que "Cala boca, Galvão" era o nome do novo clipe da Lady Gaga. Outros diziam que se tratava de uma campanha para salvar uma espécie rara de pássaros do Brasil, o Galvão. Esta última desculpa foi tão longe que até criaram o perfil "Galvão Institute" no Twitter e um vídeo sobre a tal campanha.
Achou que a brincadeira foi longe? Então saiba que isto foi tema de imprensa internacional, saindo nos jornais El Pais e NY Times. O jornal espanhol "El País" publicou uma matéria contando a verdadeira história sobre a frase. "Cala a boca, Galvão é uma grande brincadeira dos brasileiros do Twitter - o país é o segundo do mundo em número de usuários, atrás dos americanos. Galvão Bueno é um dos comentaristas esportivos mais conhecidos no país do futebol", amenizou o jornal.
Já, o NY times confirmou a inconveniência do narrador: “Seus pronunciamentos são tão chatos que eles [torcedores brasileiros] levaram a frase "Cala a Boca Galvão" à primeira posição do trending topics”, escreveu o jornalista Robert Mackey.
E a Globo, como ficou diante de tudo isso? Sem resposta, sem reação sem palavras. A maior rede de comunicação em audiência de todo país. O episódio prova a força da capacidade de comunicação das redes sociais. Mas também seus riscos e perigos. Como gerenciar essas crises? Como evitar esses dissabores? Como proteger o branding construído com tanto cuidado? Perguntas que terão que ser encaradas por todas empresas na novíssima economia da próxima década.
Vivemos em uma sociedade maniqueísta. A todo momento elegemos o “Bem” e o “Mal” e é muito comum, para se conseguir uma adesão social, ao se instaurar um novo valor, “vilanizarmos” uma prática vigente, até à exaustão.
Um destes vilões da vez são as sacolinhas plásticas, sob o argumento de que são extremamente poluentes para o meio ambiente.
Antes de mais nada, vale dizer que se trata de um fato: No Brasil, são consumidas anualmente 12 bilhões de sacolas plásticas tradicionais, segundo levantamento da Associação Brasileira de Supermercados. O consumo por habitantes é de 66 sacolas por mês e um saco plástico comum pode demorar cerca de 100 anos para se decompor. E este excesso, precisa mesmo ser erradicado. É por este motivo que várias cidades do mundo já proibiram sua distribuição e uso para embalar compras. Entretanto, isto não representa a maior parte do problema.
Em um artigo publicado no jornal The Guardian de agosto de 2009, o jornalista Leo Hickman destaca um ponto interessante: "ou estamos perdendo tempo em procurar formas de proibir as sacolas plásticas, ou estamos nos distraindo com um problema ambiental relativamente menor. É como 'ordenar os assentos no meio do naufrágio do Titanic' “, diz.
Você pode se assustar, quando lê que este é um problema “menor”. É até possível que ache um absurdo. Mas antes, gostaria de apresentar alguns pontos importantes que divulguei em meu twitter esta semana.
@luisgrottera A questão do plástico e sua periculosidade pra vida é grave. Todos são contra poluição. Mas quem quer viver sem as vantagens do plástico? @luisgrottera Plástico: isolamento térmico com 79% de eficiência, é o responsável pela captação da energia eólica, 11% dos carros são de plástico. @luisgrottera Plástico: seu laptop muito mais pesado, num Airbus 380 o plástico reduz o peso em 1,5 ton, geladeiras economizam energia,etc, etc etc. @luisgrottera Apesar de uso disseminado apenas 4% do petróleo extraído são destinados a produção de plástico. E traz muitas vantagens para as pessoas. @luisgrottera Por outro lado, a degradação do plástico na natureza dura 400 anos. Últimos 50 anos a população mundial multiplicou por 20 uso do plástico. @luisgrottera RT @paulofodra LG, são necessárias políticas claras p/ plástico. Fazer árvore de Natal de PET não resolve... \\ PERFEITO. @luisgrottera RT @ramasix Problema não está no plástico, mas na educação do povo e na eficiência do Gov. em reciclar. \\ Concordo. Sociedade tem q exigir. @luisgrottera E a mídia tem muita culpa nisso. Tô de saco cheio de ver matéria contra o saquinho plástico do supermercado. Isso só deseduca mais.
Participe desta discussão. Você é a favor ou contra a proibição do uso de saquinhos plásticos?